terça-feira, 19 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Carta Pastoral «EIS-ME AQUI. ENVIA-ME» Discípulos Missionários

Documento disponível em:

http://diocesebm.pt/wp-content/uploads/2013/08/Carta-das-Vocacoes.pdf

Notícia disponível em:

http://diocesebm.pt/carta-pastoral-sobre-ano-da-vocacao/

Plano Pastoral 2013-2014

Documento disponível em:

http://pastoralbm.com/genpdf.php

Notícia disponível em:

http://www.mdb.pt/noticia/plano-pastoral-aprovado-1283

III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos

Sínodo: Inquérito é prática habitual com «questões inéditas», diz D. Jorge Ortiga

Arcebispo de Braga comenta preparação para assembleia extraordinária de 2014, dedicada à família

 

 In Agência Ecclesia, 2013-11-07

 
 
 
Braga, 07 nov 2013 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga disse hoje que o documento preparatório do Sínodo dos Bispos é uma prática habitual e que a sua novidade está em “algumas questões inéditas” que apresenta.
“Se alguns falam de inquérito, de estatística, de uma maneira inédita de agir por parte da Santa Sé apenas direi que algumas questões são talvez inéditas, que são abordadas pela primeira vez e é ai que poderei encontrar e descobrir alguma novidade”, declarou D. Jorge Ortiga à Agência ECCLESIA.
O arcebispo de Braga explicou que Secretaria Geral do Sínodo, “como sempre”, colocou no documento um conjunto de questões e problemas que “convidam as Igrejas particulares a responder” consultando “sacerdotes, os leigos mais empenhados e comprometidos e, porque a temática é sobre a família, também as procurar ouvir”.
Segundo D. Jorge Ortiga “a metodologia é porventura diferente”, mas a característica fundamental de um sínodo é envolver o maior número possível de pessoas.
“O Papa quer que a Igreja caminhe junta neste discernimento do melhor caminho para a pastoral em geral e nomeadamente na pastoral da família”, observa.
Na Arquidiocese de Braga, o prelado adianta que já abordaram esta consulta no Conselho Presbiteral, que ainda a vão abordar no Conselho Pastoral e que também vão “procurar distribuir pelos movimentos para que possam pronunciar-se sobre as 38 questões”.
O texto preparatório adianta que o Sínodo dos Bispos sobre a família – ‘Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização’ - vai ter duas etapas: a primeira, a Assembleia Geral Extraordinária de 2014 e a Assembleia Geral Ordinária de 2015.
PR/CB/OC
 

Documento Preparatório - Os Desafios Pastorais sobre a Família no contexto da Nova Evangelização

quarta-feira, 13 de março de 2013

Argentino Bergoglio é o novo Papa e chama-se Francisco I

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, foi hoje eleito como novo Papa da Igreja Católica, o primeiro do continente americano, e escolheu o nome de Francisco I.

“Sabeis que o dever do Conclave era dar um bispo a Roma: parece que os meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo”, disse, na primeira aparição perante cerca de 150 mil pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano.

O novo Papa, religioso jesuíta, surpreendeu os presentes ao pedir “um favor”, antes de dar a sua tradicional bênção neste encontro inicial.

“Peço-vos que rezem ao Senhor para que me abençoe, a oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. Façamos em silêncio esta oração”, declarou, conseguindo calar a multidão que se encontrava em festa há cerca de uma hora, após a saída do fumo branco da chaminé colocada sobre a Capela Sistina.

A primeira bênção seria, posteriormente, estendida a "todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade".

O Papa começou por desejar uma “boa noite” aos presentes e agradeceu o “acolhimento” da comunidade de Roma.

Francisco I começou por propor uma oração pelo Papa emérito, Bento XVI, para que o “Senhor a abençoe”.

A intervenção aludiu depois a um “caminho” que começa, unindo “bispo e povo”, na Igreja de Roma, “aquela que preside na caridade a todas as Igrejas”.

“Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós”, precisou.

“Rezemos sempre por nós, uns pelos outros, por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade”, acrescentou o novo Papa.

Francisco I deixou votos de “este caminho da Igreja” seja “frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade (Roma)”.

"Irmãos e irmãs, agora deixo-vos: obrigado pelo vosso acolhimento. Rezai por mim, vemo-nos em breve, amanhã quero ir rezar a Nossa Senhora para guarde toda a (cidade de Roma). Boa noite e bom descanso", disse, ao despedir-se.

O Papa Francisco foi escolhido à quinta votação do Conclave. É argentino e tem 76 anos, menos dois que Joseph Ratzinger quando foi eleito.

O novo Papa, o 266º da Igreja Católica e o primeiro sul-americano, é jesuíta e escolheu o nome Francisco. Formou-se como técnico químico e só mais tarde ingressou no Seminário de Villa Devoto. A 11 de Março de 1958 passou para o noviciato da Companhia de Jesus, tendo estudado no Chile.
É autor de várias obras, entre as quais "Reflexões sobre a vida apostólica", de 1986, "Meditações para Religiosos", de 1982, e "Reflexões de Esperança", de 1992. É membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, bem como do Conselho Pontifício para a Família.

Jorge Mário Bergoglio é cardeal desde 21 de Fevereiro de 2001. A sua ordenação sacerdotal decorreu a 13 de Dezembro de 1969, tendo vivido em Espanha e na Alemanha. Foi precisamente em solo germânico que concluiu em 1986 a sua tese de doutoramento, tendo regressado à Argentina como director espiritual da Companhia de Jesus na cidade de Córdoba.

A 20 de Maio de 1992, o Papa João Paulo II nomeou-o bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. A 27 de Junho desse mesmo ano recebeu a ordenação episcopal na catedral de Buenos Aires das mãos do cardeal António Quarracino, do Núncio Apostólico Mosnelhor Ubaldo Calabresi e do Bispo de Mercedes-Lújan Monsenhor Emílio Ognénovich.

Foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires a 3 de Junho de 1997 e Arcebispo de Buenos Aires a 28 de Fevereiro de 1998. Quinze anos depois, é eleito Papa.

Por que motivo é que os Papas escolhem um novo nome?

A primeira decisão que um novo Papa toma não tem que ver com o Governo da Igreja ou com questões teológicas. É sim qual o nome pelo qual quer ser conhecido.

O primeiro Papa a adoptar um novo nome foi o primeiro, São Pedro. Originalmente chamado Simão, o nome foi-lhe mudado por Jesus quando este lhe disse que era sobre ele que iria edificar a sua Igreja, chamando-o então Pedro, que significa "pedra" ou "rocha".

Até ao sexto século, todos os Papas usaram o seu nome de baptismo. O primeiro a mudar depois de São Pedro foi Mercuriano, que adoptou o nome João II por considerar que o seu nome, escolhido em homenagem ao deus romano Mercúrio, não era adequado para um Vigário de Cristo. O hábito foi intermitente daí em diante, mas desde Marcelo II, no século XVI, que todos os Papas adoptam novos nomes.

Os nomes têm necessariamente um significado e o mais provável é que os cardeais que sabem que têm possibilidade de ser eleitos já tenham pensado no que vão adoptar. Na base da decisão pode estar uma ligação aos antecessores, como foi o caso de João Paulo II, que sucedeu a João Paulo I, ou pode estar a intenção de querer evocar a memória e o legado de um anterior Papa ou de um santo do mesmo nome. Foi este o caso de Bento XVI, que tanto queria evocar Bento XV, que reinou durante um período de crise na Europa durante a Primeira Guerra Mundial, como o de São Bento, que evangelizou grande parte da Europa, criando os mosteiros beneditinos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Um obrigado a todos

Caros amigos, agradeço o vosso gesto de amizade, guardarei-vos a todos e a cada um de vocês, no meu coração. Espero que não deixem de promover este espaço, sempre que puderem. Enviei a todos um email com o convite para aceder e espero que possam fazê-lo e para nos mantermos em contato permanente!


“Se amais aqueles que vos amam (…) Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. Vós, porém, amai os vossos inimigos.”(Lc 6, 32-33.35)

Primeiro semestre termina sob o signo da partilha


Amizade e partilha são dois valores que marcam profundamente o finalizar do primeiro semestre do curso de Estudos Pastorais do IDEP. A assinalar esta primeira etapa percorrida foi realizado um almoço-convívio entre os alunos e professores que simbolizou a partilha no seu pleno sentido cristão, num convite à troca de bens preciosos como a amizade, o acolhimento, a alegria, a esperança e a fé, mas também de bens alimentares que cada um quis levar.
Seguiu-se uma visita guiada pelos marcos da história da diocese através do espólio exposto no Museu Abade Baçal, cujo edifício foi Paço Episcopal. A atividade foi da responsabilidade da aluna Ivone Brás que, autorizada pela direcção do IDEP, pela Diocese de Bragança-Miranda e pelo Museu Abade Baçal, explicou alguns dos episódios mais marcantes da criação da Diocese e da sua História, bem como do Museu Abade Baçal.
O curso de Estudos Pastorais do IDEP foi reactivado no início do ano lectivo 2012/2013 e, neste primeiro semestre, foram ministradas as disciplinas de Introdução à Liturgia, Introdução à Sagrada Escritura, História da Igreja e da Diocese, Revelação e Fé e Cultura Pastoral, a uma turma de mais de meia centena de alunos.
Neste segundo semestre, iniciado dia 1 de Março, serão abordadas as disciplinas de Música, Doutrina Social da Igreja, Princípios de Vida Moral, Introdução à Espiritualidade e Princípios Básicos de Direito Canónico.

As fotografias serão enviadas para os colegas por e-mail! Caso não estejam a receber, não deixem de entrar em contacto: carla.goncalves@gmail.com


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Apontamentos Revelação e Fé: sobre as causas da condenação e execução de Jesus


As causas da condenação e morte de Jesus são múltiplas e podemos invocar três: interesses dos judeus que se sentiam ameaçados; imagem escandalosa de Deus; reivindicação da autoridade Messiânica e Divina.
Jesus estava profundamente ancorado na tradição de Israel, lia a Torah e frequentava a Sinagoga mas, pelos critérios e valores que defende, pela denúncia do pecado individual e colectivo torna-se um desafio e uma ameaça aos sacerdotes judeus: saduceus e fariseus. Jesus choca com a ambição, vontade de poder e desejo de prestígio, bem como com o fanatismo, hipocrisia e pseudo-religiosidade dos fariseus e “doutores da lei”. Muitos acreditavam em Jesus mas por cobardia, por temor de desagradar à mentalidade reinante e dominadora, por amarem mais a glória dos homens que a Glória de Deus, escondem-se.
Ao mesmo tempo, a mensagem de Jesus e a imagem que nos dá de Deus e do Seu Reino é profundamente escandalosa. Deus é justo e bom, misericordioso, oferece o Perdão a todos os homens e vida nova no Reino de Deus. A imagem de Deus universal e amigo é insuportável para a consciência pervertida dos saduceus e fariseus.
Israel esperava um Rei de prestígio e poder, vingador e Jesus apresenta e inaugura um Reino humilde, pobre, modesto, um reino de serviço, de perdão e amor incondicional. Jesus reivindica a sua condição messiânica e divina, concedendo o perdão em nome próprio. Chama Abba, Paizinho a Deus.
Estes vão ser os argumentos para a condenação e execução de Jesus.

Apontamentos sobre milagres


Um milagre é mais do que um prodígio, é um sinal para a Fé. É um sinal através do qual Deus faz um apelo de salvação, é, portanto, um sinal que pretende suscitar e fortalecer a fé.
Jesus faz muitos milagres mas apenas quando encontra uma fé inicial, uma abertura prévia e, por isso, recomenda “não digais nada a ninguém”. Os milagres estão ao serviço, são sinais do Reino Messiânico anunciado e iniciado por Jesus, cumprimento da promessa que conduz o Antigo Testamento em direcção ao Messias e ao seu Reino. Os milagres em Jesus manifestam o poder salvador de Deus, são sinais do amor restaurado de Jesus, garantem a autoridade de Jesus como Rei Messiânico e são sinais do grande Sinal da Nova Humanidade e do Reino Escatológico que se iniciou com a sua Ressurreição.

Apontamentos Exame Revelação e Fé


Jesus de Nazaré um Messias diferente, tem a tripla dimensão de Sacerdote, Profeta e Rei. 
Jesus é, de facto, um Messias diferente. É o profeta esperado quer pela palavra, quer por sinais, revela-Se à multidão. Levava a vida típica de mestre e pregador itinerante, calcorreando a Palestina do seu tempo. Frequentava o templo e ali ensinava, conhecia a lei mas aprofundava-a, incutindo novos valores morais. A sua palavra, eloquente e poderosa, é acompanhada por Sinais, o que O mantém na tradição dos profetas de Israel e, ao mesmo tempo, O diferencia como O profeta esperado, universal, sendo, por isso, um profeta tradicional e inovador.
É Rei embora o seu Reino não seja deste mundo. É descendente de David, conforme esperava o povo de Israel, mas é um rei pobre, não violento, que convive com a escória da humanidade. A lei do Reino é o Serviço.
Jesus é também Sacerdote, Sumo-Sacerdote, por vontade de Deus, desde a sua conceção e nascimento – representa publicamente a comunidade perante Deus e oferece-Se a Si próprio como vítima, num ato de redenção e amor aos homens, para salvação da humanidade.