sexta-feira, 1 de março de 2013

Primeiro semestre termina sob o signo da partilha


Amizade e partilha são dois valores que marcam profundamente o finalizar do primeiro semestre do curso de Estudos Pastorais do IDEP. A assinalar esta primeira etapa percorrida foi realizado um almoço-convívio entre os alunos e professores que simbolizou a partilha no seu pleno sentido cristão, num convite à troca de bens preciosos como a amizade, o acolhimento, a alegria, a esperança e a fé, mas também de bens alimentares que cada um quis levar.
Seguiu-se uma visita guiada pelos marcos da história da diocese através do espólio exposto no Museu Abade Baçal, cujo edifício foi Paço Episcopal. A atividade foi da responsabilidade da aluna Ivone Brás que, autorizada pela direcção do IDEP, pela Diocese de Bragança-Miranda e pelo Museu Abade Baçal, explicou alguns dos episódios mais marcantes da criação da Diocese e da sua História, bem como do Museu Abade Baçal.
O curso de Estudos Pastorais do IDEP foi reactivado no início do ano lectivo 2012/2013 e, neste primeiro semestre, foram ministradas as disciplinas de Introdução à Liturgia, Introdução à Sagrada Escritura, História da Igreja e da Diocese, Revelação e Fé e Cultura Pastoral, a uma turma de mais de meia centena de alunos.
Neste segundo semestre, iniciado dia 1 de Março, serão abordadas as disciplinas de Música, Doutrina Social da Igreja, Princípios de Vida Moral, Introdução à Espiritualidade e Princípios Básicos de Direito Canónico.

As fotografias serão enviadas para os colegas por e-mail! Caso não estejam a receber, não deixem de entrar em contacto: carla.goncalves@gmail.com


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Apontamentos Revelação e Fé: sobre as causas da condenação e execução de Jesus


As causas da condenação e morte de Jesus são múltiplas e podemos invocar três: interesses dos judeus que se sentiam ameaçados; imagem escandalosa de Deus; reivindicação da autoridade Messiânica e Divina.
Jesus estava profundamente ancorado na tradição de Israel, lia a Torah e frequentava a Sinagoga mas, pelos critérios e valores que defende, pela denúncia do pecado individual e colectivo torna-se um desafio e uma ameaça aos sacerdotes judeus: saduceus e fariseus. Jesus choca com a ambição, vontade de poder e desejo de prestígio, bem como com o fanatismo, hipocrisia e pseudo-religiosidade dos fariseus e “doutores da lei”. Muitos acreditavam em Jesus mas por cobardia, por temor de desagradar à mentalidade reinante e dominadora, por amarem mais a glória dos homens que a Glória de Deus, escondem-se.
Ao mesmo tempo, a mensagem de Jesus e a imagem que nos dá de Deus e do Seu Reino é profundamente escandalosa. Deus é justo e bom, misericordioso, oferece o Perdão a todos os homens e vida nova no Reino de Deus. A imagem de Deus universal e amigo é insuportável para a consciência pervertida dos saduceus e fariseus.
Israel esperava um Rei de prestígio e poder, vingador e Jesus apresenta e inaugura um Reino humilde, pobre, modesto, um reino de serviço, de perdão e amor incondicional. Jesus reivindica a sua condição messiânica e divina, concedendo o perdão em nome próprio. Chama Abba, Paizinho a Deus.
Estes vão ser os argumentos para a condenação e execução de Jesus.

Apontamentos sobre milagres


Um milagre é mais do que um prodígio, é um sinal para a Fé. É um sinal através do qual Deus faz um apelo de salvação, é, portanto, um sinal que pretende suscitar e fortalecer a fé.
Jesus faz muitos milagres mas apenas quando encontra uma fé inicial, uma abertura prévia e, por isso, recomenda “não digais nada a ninguém”. Os milagres estão ao serviço, são sinais do Reino Messiânico anunciado e iniciado por Jesus, cumprimento da promessa que conduz o Antigo Testamento em direcção ao Messias e ao seu Reino. Os milagres em Jesus manifestam o poder salvador de Deus, são sinais do amor restaurado de Jesus, garantem a autoridade de Jesus como Rei Messiânico e são sinais do grande Sinal da Nova Humanidade e do Reino Escatológico que se iniciou com a sua Ressurreição.

Apontamentos Exame Revelação e Fé


Jesus de Nazaré um Messias diferente, tem a tripla dimensão de Sacerdote, Profeta e Rei. 
Jesus é, de facto, um Messias diferente. É o profeta esperado quer pela palavra, quer por sinais, revela-Se à multidão. Levava a vida típica de mestre e pregador itinerante, calcorreando a Palestina do seu tempo. Frequentava o templo e ali ensinava, conhecia a lei mas aprofundava-a, incutindo novos valores morais. A sua palavra, eloquente e poderosa, é acompanhada por Sinais, o que O mantém na tradição dos profetas de Israel e, ao mesmo tempo, O diferencia como O profeta esperado, universal, sendo, por isso, um profeta tradicional e inovador.
É Rei embora o seu Reino não seja deste mundo. É descendente de David, conforme esperava o povo de Israel, mas é um rei pobre, não violento, que convive com a escória da humanidade. A lei do Reino é o Serviço.
Jesus é também Sacerdote, Sumo-Sacerdote, por vontade de Deus, desde a sua conceção e nascimento – representa publicamente a comunidade perante Deus e oferece-Se a Si próprio como vítima, num ato de redenção e amor aos homens, para salvação da humanidade.

Exames: apontamentos

A encíclica Proventissimus Deus é do Papa Leão XIII. Foi publicada em 1893 e é o primeiro grande documento da Igreja sobre a Bíblia na época moderna. "Marca a hora do acordar da Igreja para a importância da Palavra de Deus". Não impede nem contraria as pesquisas da ciência bíblica, mas ainda dexa muito a desejar ao referir-se à assistência do Espírito Santo como um "ditado" aos hagiógrafos.

Richard Simon foi o grande impulsionador da crítica bíblica. Cedo se iniciou na literatura talmúdica e rabina, tornando-se independente e um estudioso da matéria. Richard foi inovador, no conturbado século XVII, ao afirmar, sobre a Inspiração, que houve homens que foram instrumentos de Deus mas, por serem profetas, não deixaram de ser homens, embora guiados pelo Espírito Santo.
Dizia, ainda, que não se pode ler a Bíblia com fruto sem se estar instruído sobre a crítica do texto, pois para entender bem os Livros Sagrados é necessário saber sobre os diferentes estados em que os livros foram encontrados, em que tempo e lugares foram escritos, bem como saber sobre as possíveis modificações sofridas.
Foi ele o primeiro a defender a tese de que o Pentateuco não é da autoria de Moisés na totalidade, até pelo número de repetições e pela diversidade de estilos.
Adiantando-se três séculos aos ensinamentos do Concílio Vaticano II afirmou que Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Magistério da Igreja estão entrelaçados e associados de tal forma, que uns sem os outros perdem consistência.
O seu pensamento, no entanto, era demasiado inovador à época, e foi condenado tanto por católicos como protestantes, tendo as suas obras sido condenadas no Parlamento de Paris.

A revelação é natural e sobrenatural e implica mistério, pois revelação implica descobrir, tirar o véu. Se Deus não fosse mistério, não havia necessidade de revelar-Se e essa revelação é natural e sobrenatural.
É natural porque acessível à razão, podemos constatar pela criação e por tudo o que nos rodeia. Mas esta é uma revelação limitada, só completada pela revelação sobrenatural que se concretiza no mistério de Jesus Cristo. Os homens têm acesso ao Pai e são tornados participantes da natureza divina. A "revelação" é uma conversa de Deus com os homens, tal como aconteceu com Abraão, Moisés, numa revelação progressiva que culmina com o amor de Jesus aos seus.
Deus é Revelante e Revelado, estabelece com os homens uma relação de Pessoa para pessoa, como de um Pai para o filho.
Não é o homem que descobre Deus, é Deus quem se manifesta ao homem, quando, a quem, como e porque quer. Deus é a absoluta liberdade e manifesta-Se pelos meios que quer, em diversos géneros de expressão.
Deus fala aos homens à maneira humana, pois de outra forma não compreenderíamos. A única resposta válida é a fé.

Cristo é o revelador do Pai, pois proclama a Boa Nova dos Reinos e ensina com autoridade a Palavra de Deus. Se Ele revela é porque conhece os segredos do Pai. Aparece como profeta tradicional e inovador pregando a Boa Nova e a penitência. O povo reconhece-O como o Grande Profeta embora Jesus Cristo não reivindique esse título. Ele conhece a Lei, interpreta-a, corrige-a, aprofundando-a e inculcando nela princípios de uma nova moral. Chama a Deus "Abba".

Sobre os autores da Bíblia, Deus é a origem dos livros bíblicos, mas os humanos são os verdadeiros autores. Há vários autores e têm a sua cultura, a sua forma de se exprimir e comunicar, e é isto que ilustram, que contam e que rezam. Facilmente se percebe pelo teor dos livros que têm autores diferentes, mas Deus agiu sempre inspirando-os.

Exame Sagrada Liturgia: apontamentos

De que Papa é a Encíclica Proventissimus Deus?
A Proventissimus Deus é do Papa Leão XIII e surge num momento conturbado da história da Igreja. Vai afirmar a autoria divina da Bíblia, recomendar o seu estudo.

O que sugere o nome de Richard Simon?
Richard Simon foi  quem, por assim dizer, iniciou verdadeiramente a era crítica, no século XVII. Logo em criança foi iniciado na literatura talmúdica e rabina e depressa se tornou independente. Diante da especulação dominante da época, sobre a inspiração da Sagrada Escritura afirma que houve homens que foram instrumentos de Deus, mas não deixaram de ser homens, ainda que guiados pelo Espírito Santo.  Adiantou-se três séculos ao Concílio Vaticano II ao afirmar que as Escrituras, por si só, não eram suficientes, sem a Tradição e o Magistério da Igreja.
Defendeu a tese de que o Pentateuco não é de Moisés na totalidade, até pela diversidade de estilos que se encontram no mesmo livro. Foi acusado e condenado pelos protestantes e católicos, tendo de abandonar a Congregação do Oratório, onde tinha entrado em criança. As suas obras foram condenadas no Parlamento de Paris.

Pode a Bíblia ter mais do que um autor?
O autor principal e mentor da Bíblia é Deus, mas foram vários os profetas e apóstolos que a escreveram, inspirados pelo Espírito Santo. Hoje sabemos ainda que na antiguidade a questão dos autores não se colocava e, assim, muitas vezes quem continuava os livros, assinava com o nome do apóstolo ou profeta que tinha iniciado.

A revelação na Bíblia é natural ou sobrenatural?
A revelação na Bíblia é natural e sobrenatural. Deus manifesta-se aos homens de forma natural, através da criação, para que O possamos conhecer e admirar a Sua grandeza. Através da revelação sobrenatural, do Seu Filho, Deus revela o mistério central da fé cristã para a redenção dos homens. Deus manifesta-se ao homem, vai ao seu encontro e fala através dos homens para que O possamos entender.
Tanto a revelação natural como sobrenatural são necessárias, mas a única resposta válida do homem é a fé, pois a revelação não acaba com o mistério, como dizia S. Tomás de Aquino, "no termo do nosso conhecimento, conhecemos Deus como desconhecido".

Os Protestantes consideram o livro da Sabedoria como canónico ou deuterocanónico?
Os Protestantes consideram o livro da Sabedoria como deuterocanónico. , Hoje em dia, os Protestantes aceitam a uniformidade do canôn da Igreja Católica no que diz respeito ao Novo Testamento.

Sobre as citações da Bíblia:
As citações bíblicas têm sempre a seguinte ordem: Título do LIvro (abreviado), Capítulo e Versículo.
Exemplo: Jo 10,10. Esta citação lê-se assim: Evangelho de São João, capítulo dez, versículo dez.

* - A vírgula ( , ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Jo 6,50 = Evangelho de São João, capítulo seis, versículo cinqüenta.
* - O ponto ( . ) indica um pulo entre os versículos.Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Jo 1,3.9 = Evangelho de São João, capítulo um, versículos três e nove.
* - O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Jo 17,20-26 = Evangelho de São João, capítulo dezessete, versículos de vinte a vinte e seis. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 17,20-18,12 = Evangelho de São João, do capítulo dezessete, versículo vinte, até o capítulo dezoito, versículo doze.
* - O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: Jo 1,5;16,14 = lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1,5;Mt1,22: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de São João e a outra no Evangelho de São Mateus.

"Deus no Seu infinito amor, veio ao encontro do homem como seu amigo" 
Esta frase é encontrada em diversos livros do Antigo e Novo Testamento. Deus invisível fala aos homens como amigo, convidando à comunhão com Ele, como aconteceu com Adão, Noé, Abraão, Moisés, e cuja revelação progressiva e amorosa culmina no amor de Jesus.
Deus vem ao encontro do homem, quando, a quem, onde, como e porque quer, falando por meio dos homens e à maneira humana.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bragança: Bispo convida católicos a contribuírem para pagamento de dívidas das obras da Catedral

Foto de Carla A. Gonçalves

Bragança, 15 fev 2013 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda anunciou que a renúncia quaresmal, prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, vai destinar-se ao pagamento das dívidas da construção da Catedral bragantina.
“A Diocese deve ainda tantos milhares de euros das obras da igreja catedral, conforme podem acompanhar pelo ‘Mensageiro de Bragança’. Este é um problema que temos de ser capazes de resolver juntos, com responsabilidade, coragem e confiança”, assinala D. José Cordeiro, a respeito do edifício que foi dedicado a 7 de outubro de 2001.
O prelado admite que “há ainda muito para pagar e ainda muito para fazer”, determinando que a recolha dos donativos dos fiéis será realizada “em todas as celebrações litúrgicas do Domingo de Ramos” ou noutro dia mais indicado, a juízo dos párocos.
“Agradeço às muitas pessoas e instituições que já deram e conto com a preciosa ajuda daqueles que têm a possibilidade de fazer as suas renúncias para darem um contributo”, escreve D. José Cordeiro, num texto divulgado na página da diocese na internet.
O bispo de Bragança-Miranda afirma que o tempo da Quaresma deve ser dedicado à “escuta da Palavra” oração, esmola, jejum e “sobriedade no quotidiano”, acrescentando que os católicos são chamados “à caridade do coração e a um maior sentido de pertença à fé da Igreja”.
“Como pedras vivas da catedral invisível, somos também convidados a ter uma pedra na catedral visível, sinal de uma comunhão que atravessa gerações, mesmo com as que nos precederam na fé, e com aquelas a quem deixarmos este legado, testemunho da nossa peregrinação terrena. Pedimos, por isso, aos católicos da Diocese para contribuírem generosamente”, assinala.
A Quaresma é um período de 40 dias, que se inicia na Quarta-feira de Cinzas, em que os católicos são chamados a práticas penitenciais de jejum, oração e esmola para preparar a Páscoa, que assinala a ressurreição de Jesus.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vaticano: «Continuai a rezar pelo Papa e pela Igreja»


Cidade do Vaticano, 13 fev 2013 (Ecclesia) – O Papa pediu hoje aos fiéis que continuem “a rezar pelo Papa e pela Igreja”, depois de nesta segunda-feira ter anunciado a resignação, que terá efeito a partir de 28 de fevereiro.

“Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou a 19 de abril de 2005”, disse Bento XVI perante milhares de peregrinos reunidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, ao abrir a audiência geral das quartas-feiras.

Bento XVI sublinhou que a decisão foi tomada “em plena liberdade para o bem da Igreja, depois de muito rezar” e de ter “examinado” a “consciência diante de Deus”.

O Papa frisou que está “bem consciente da gravidade” do seu ato, “mas também consciente de não estar mais em condições de desempenhar o ministério petrino com a força física e de espírito que requer”.

“Anima-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual não lhe deixará jamais faltar a sua orientação e a sua solicitude. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado”, assinalou.

“Nestes dias, não fáceis para mim, senti quase fisicamente a força da oração que me proporciona o amor da Igreja, a vossa oração. Continuai a rezar pelo Papa e pela Igreja”, concluiu, antes de iniciar a catequese dedicada à Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, que ocorre hoje.

Destruição do anel do pescador 




 A renúncia ao pontificado apresentado segunda-feira por Bento XVI implica a destruio«ção do Anel do Pescador (anulus piscatoris), uma das insígnias oficiais do Papa, sucessor do apóstolo Pedro, pescador da Galileia. O porta-voz do Vaticano confirmou que o cardeal camerlengo, D. Tarcisio Bertone, terá a missão de destruiro anel, com um martelo de prata: o gesto tem o significado de sublinhar que no período da Sé Vacante ninguém pode assumir prerrogativas próprias do bispo de Roma. Feito em ouro, o Anel do Pescador tem uma representação de São Pedro num barco, a pescar, e o nome do Papa em volta da imagem.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

IDEP com página oficial

Foi criada, com aval do Rev. Pe. José Carlos Martins, a página do IDEP no site da Diocese:http://www.diocesebm.pt/diocese/instituto-diocesano/ . Aqui encontram-se todas as informações relativas ao Instituto Diocesano e aos conteúdos aí ministrados:

O Instituto Diocesano de Estudos Pastorais (IDEP) é uma escola teológica, pertencente à Diocese de Bragança-Miranda, que desenvolve actividades formativas em diversos âmbitos:

  • Formação permanente dos Presbíteros e dos Diáconos;
  • Formação de agentes pastorais;
  • Formação laical;
  • Formação académica dos candidatos ao Diaconado Permanente;
  • Formação Pastoral (curricular) dos Seminaristas Maiores (6ºano);
  • Reflexão teológica e pastoral;
  • Preparação básica dos professores de EMRC.

A quem se destina?
  • Presbíteros e Diáconos;
  • Leigos propostos pelos párocos;
  • Leigos com vontade de adquirir conhecimentos básicos de Teologia e Pastoral;
  • Religiosos(as), animadores e cooperadores, catequistas, professores de EMRC;
  • Candidatos ao Diaconado Permanente.
Estrutura Curricular:
1º Ano: Introdução à Sagrada Escritura; Introdução à Liturgia; Revelação e Fé; História da Igreja e da Diocese; Pastoral; Introdução à Espiritualidade; Música I; Doutrina Social da Igreja; Princípios de Vida Moral; Princípios básicos de Direito Canónico.

2º Ano: O Deus de Jesus Cristo; Liturgia e Ministérios; Catequética; Antigo Testamento; Vida Consagrada; Espiritualidade; Pastoral Juvenil e Vocacional; Direito I; Novo Testamento; Teologia Sistemática.

3º Ano: Psicologia; Introdução aos Sacramentos; Moral; Vaticano II; Espiritualidade; Liturgia dos Sacramentos; Catecismo da Igreja Católica; Teologia Dogmática; Direito II; Música II

Oferta Formativa:Duração de 3 anos;
Possibilidade de inscrição “ad hoc” nas disciplinas, para formação pessoal;

Cada ano, com aproveitamento, capacitará para o exercício dos seguintes serviços e ministérios:
1º Ano: Leitores (Instituídos ou Designados) e Salmistas.

2º Ano: Ministros Extraordinários da Comunhão; Acólitos (Instituídos ou Designados); Catequistas e professores de EMRC.

3º Ano: Ministros da Palavra; Diáconos Permanentes; Integra os seminaristas do 6º ano pastoral.

Carga horária: Sextas feiras, das 20.30h às 22.30h; Sábados, das 9h às 12h.

Ano lectivo de 2012 / 2013: horário e calendário

Local: Salão da Casa Episcopal, em Bragança.
Contactos: Seminário Maior de São José, Avenida Cidade de Zamora, 5300-111 Bragança, Tel: 273 300 140, Fax: 273 300 141, Tlm: 964 162 426, Correio electrónico: idepbm@gmail.com

Blogue “Estudos Pastorais”: http://www.estudospastorais.blogspot.pt/ onde docentes e discentes partilham apontamentos e reflexões.

Como se pode inscrever? Basta dirigir-se à Cúria Episcopal, preencher uma Ficha de Inscrição e aguardar por um contacto telefónico.

Exame História da Igreja

Questões em estudo para o exame de História da Igreja:


[O exame de História da Igreja constará de duas partes, a primeira com duas perguntas para responder de forma sucinta, a segunda com uma pergunta para responder de forma desenvolvida. As questões serão escolhidas a partir das que se seguem]



I Grupo


- Como resumiria a Carta de Plínio, o Jovem?

- Em que contexto histórico foi escrita a Carta a Diogneto?

- Como definiria, na alta Idade Média, o serviço dos mosteiros à cultura?

- De que forma Gregório VII encarou a questão das investiduras?

- O que entende por Cisma do Ocidente?

- Como se perpetrou o diálogo fé/razão aquando da Revolução Francesa?

- Situe a encíclica Rerum Novarum face à Doutrina Social da Igreja?



II Grupo

- «A história da Igreja não se esgota, de maneira nenhuma, na história das suas instituições, mas compreende a ebulição permanente da ação carismática do Espírito, que inspira os discípulos de Jesus, quando quer, onde quer e a quem quer, para utilidade de toda a comunidade cristã».
(Pio XII, Discurso no Congresso de História, 1954)

O carácter teândrico da Igreja manifesta-se, muito concretamente, ao longo da sua história. A santidade de muitos mostra como a Igreja nasce e renasce da ação permanente do Espírito Santo. Considerando os diferentes capítulos da história da Igreja, desenvolva este tema.


- Ao longo dos séculos, a Igreja conheceu diferentes formas de relacionamento com o poder temporal. Se o cesaropapismo e o regalismo são conceitos incontornáveis nesta temática, Gregório VII e Inocêncio III são marcos de referência obrigatória. Desenvolva este assunto.


- «Evangelizar constitui a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição».
(Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 1975)

Evangelizar é, de facto, a vocação da Igreja, por isso o seu rosto missionário vai assumindo traços distintos ao longo dos tempos. Ilustre este excerto de Paulo VI a partir dos dados que a história da Igreja lhe fornece.