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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Exames: apontamentos

A encíclica Proventissimus Deus é do Papa Leão XIII. Foi publicada em 1893 e é o primeiro grande documento da Igreja sobre a Bíblia na época moderna. "Marca a hora do acordar da Igreja para a importância da Palavra de Deus". Não impede nem contraria as pesquisas da ciência bíblica, mas ainda dexa muito a desejar ao referir-se à assistência do Espírito Santo como um "ditado" aos hagiógrafos.

Richard Simon foi o grande impulsionador da crítica bíblica. Cedo se iniciou na literatura talmúdica e rabina, tornando-se independente e um estudioso da matéria. Richard foi inovador, no conturbado século XVII, ao afirmar, sobre a Inspiração, que houve homens que foram instrumentos de Deus mas, por serem profetas, não deixaram de ser homens, embora guiados pelo Espírito Santo.
Dizia, ainda, que não se pode ler a Bíblia com fruto sem se estar instruído sobre a crítica do texto, pois para entender bem os Livros Sagrados é necessário saber sobre os diferentes estados em que os livros foram encontrados, em que tempo e lugares foram escritos, bem como saber sobre as possíveis modificações sofridas.
Foi ele o primeiro a defender a tese de que o Pentateuco não é da autoria de Moisés na totalidade, até pelo número de repetições e pela diversidade de estilos.
Adiantando-se três séculos aos ensinamentos do Concílio Vaticano II afirmou que Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Magistério da Igreja estão entrelaçados e associados de tal forma, que uns sem os outros perdem consistência.
O seu pensamento, no entanto, era demasiado inovador à época, e foi condenado tanto por católicos como protestantes, tendo as suas obras sido condenadas no Parlamento de Paris.

A revelação é natural e sobrenatural e implica mistério, pois revelação implica descobrir, tirar o véu. Se Deus não fosse mistério, não havia necessidade de revelar-Se e essa revelação é natural e sobrenatural.
É natural porque acessível à razão, podemos constatar pela criação e por tudo o que nos rodeia. Mas esta é uma revelação limitada, só completada pela revelação sobrenatural que se concretiza no mistério de Jesus Cristo. Os homens têm acesso ao Pai e são tornados participantes da natureza divina. A "revelação" é uma conversa de Deus com os homens, tal como aconteceu com Abraão, Moisés, numa revelação progressiva que culmina com o amor de Jesus aos seus.
Deus é Revelante e Revelado, estabelece com os homens uma relação de Pessoa para pessoa, como de um Pai para o filho.
Não é o homem que descobre Deus, é Deus quem se manifesta ao homem, quando, a quem, como e porque quer. Deus é a absoluta liberdade e manifesta-Se pelos meios que quer, em diversos géneros de expressão.
Deus fala aos homens à maneira humana, pois de outra forma não compreenderíamos. A única resposta válida é a fé.

Cristo é o revelador do Pai, pois proclama a Boa Nova dos Reinos e ensina com autoridade a Palavra de Deus. Se Ele revela é porque conhece os segredos do Pai. Aparece como profeta tradicional e inovador pregando a Boa Nova e a penitência. O povo reconhece-O como o Grande Profeta embora Jesus Cristo não reivindique esse título. Ele conhece a Lei, interpreta-a, corrige-a, aprofundando-a e inculcando nela princípios de uma nova moral. Chama a Deus "Abba".

Sobre os autores da Bíblia, Deus é a origem dos livros bíblicos, mas os humanos são os verdadeiros autores. Há vários autores e têm a sua cultura, a sua forma de se exprimir e comunicar, e é isto que ilustram, que contam e que rezam. Facilmente se percebe pelo teor dos livros que têm autores diferentes, mas Deus agiu sempre inspirando-os.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

"No Limiar da Bíblia"

Alguns artigos publicados na imprensa sobre o livro "No Limiar da Bíblia", da autoria do DrºBernardino Henriques:


Mensageiro 17 Jan by Carla Gonçalves

Família Cristã_15 Jan by Carla Gonçalves

Voz Portucalense_06 Fev by Carla Gonçalves

Secretariado Nacional Da Pastoral Da Cultura_23 Jan by Carla Gonçalves

Introdução à Sagrada Escritura: A unidade da Bíblia

Na aula de hoje o prof. DrºBernardino Henriques falou da unidade da Bíblia e de como o Antigo Testamento se repete no Novo Testamento. Marcou-me, particularmente, algumas passagens lidas e refletidas que partilho aqui convosco:

Sl 22, 1-2.8-10 A Paixão do Justo
"Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste, rejeitando o meu lamento, o meu grito de socorro?(...) Todos os que me vêem escarnecem de mim; estendem os lábios e abanam a cabeça. Confiou no SENHOR, Ele que o livre, Ele que o salve, já que é seu amigo"

Importa ler os Evangelhos de Marcos e analisar o paralelismo para perceber como Deus foi modelando o seu povo e o encaminhando.

No livro "No limiar da Bíblia", da autoria do DrºBernardino Henriques, encontramos um apontamento inédito, gentilmente cedido pelo autor, que demonstra como todos os livros da Bíblia apontam para uma realidade única e irrepetível, histórica e escatológica, Jesus Cristo. A Bíblia como História da Salvação Humana apresenta-nos duas vertentes - a humana, resumida nos três primeiros capítulos do livro Génesis; e a divina - contida nos dois últimos capítulos do Apocalipse. Ou seja, há como que um iniciar e encerrar coma  mesma ideia, num todo harmonioso cujo paralelismo põe em relevo a vida, a presença de Deus e a alegria.

Vale a pena ler todo o livro e refletir bem a "maravilhosa inclusão" da qual vos deixo um pequeno excerto:

Gn 2, 1-4: "Foram assim terminados os céus e a terra e todo o seu conjunto"
Ap 21, 1: "Vi, então, um novo céu e uma nova terra; pois o primeiro céu e a primeira terra haviam desaparecido"